Visita Domiciliar: Recurso no Psicodiagnóstico



O que é a visita domiciliar?


Ela é parte do processo do psicodiagnóstico e tem como proposta:

  • Conhecer as pessoas da família que não participam do processo do psicodiagnóstico;

  • Ampliar a compreensão das relações estabelecidas;

  • Entrar em contato com o espaço da casa da criança, ou seja, não só com quem ela vive, mas como vive;

  • Possibilitar intervenções por parte da psicóloga.


Como a visita domiciliar acontece?


Em um dia e horário estipulados, a psicóloga vai à casa do (a) paciente. O ideal é que todos, ou a maior parte dos familiares, estejam presentes. A casa e os familiares são apresentados à psicóloga. A partir das observações feitas, as intervenções são realizadas com os familiares e pacientes durante a visita e nas sessões no consultório com o (a) paciente e nas orientações de pais. A duração da visita geralmente dura duas horas.


“Sempre há uma relação entre o sintoma da criança e as dificuldades que os pais apresentam em seu próprio desenvolvimento evolutivo (...) acolher as lembranças dos pais acerca de sua própria história os remete ao lugar de filho, propiciando a percepção do outro a partir da percepção de si mesmos. Não se trata, entretanto, de um diagnóstico familiar, mas sim, de uma proposta que considera a criança como parte da família, privilegiando o contexto familiar e social na “fabricação” dos sintomas”. (Trechos retirados da Tese de Doutorado, apresentada na PUC-SP em 2004, “Visita Domiciliar: recurso para a compreensão do cliente no psicodiagnóstico interventivo”, da psicóloga e autora Ligia Caran Costa Corrêa.)


*Texto formulado a partir de trechos retirados da Tese de Doutorado, apresentada na PUC-SP em 2004, “Visita Domiciliar: recurso para a compreensão do cliente no psicodiagnóstico interventivo”, da psicóloga e autora Ligia Caran Costa Corrêa.