O Tratamento Psicológico Infantil

As crianças em geral demonstram suas angústias através de seu comportamento. Portanto, é a partir da percepção de comportamentos não usuais que os pais, professores ou responsáveis pela criança decidem que é o momento de procurar ajuda especializada.



Mas o que são comportamentos não usuais?


Alguns exemplos de comportamentos não usuais são: retraimento, não querer mais brincar com seus brinquedos e/ou com outras crianças, dificuldades de aprendizagem, agitação, agressividade (bater, morder, xingar, chutar), mentir em excesso e dificuldade de lidar com limites. Crianças que adoecem muito ou que estejam vivendo situações difíceis (conflitos familiares, separação dos pais etc) também podem ser ajudadas.

Como funciona a psicoterapia infantil?


O objetivo é o de orientar os pais e ajudar a criança a conhecer suas preocupações e os sentimentos que fazem os problemas surgirem. Os recursos utilizados incluem estratégias lúdicas como histórias, desenhos, colagens, pinturas e jogos. Periodicamente o psicoterapeuta faz sessões de orientação aos pais. A participação dos pais no processo terapêutico de seus filhos é essencial. Para que o acompanhamento psicológico infantil dê resultados, é fundamental que os pais também estejam dispostos a mudar. Aqui pais e psicoterapeuta trabalham juntos objetivando a melhora da criança.


Qual é a diferença do psiquiatra e do psicólogo?


O psiquiatra é um médico especialista em psiquiatria, que pode receitar medicamentos caso necessário.


O psicólogo baseia seu tratamento em estratégias lúdicas.


“Sempre há uma relação entre o sintoma da criança e as dificuldades que os pais apresentam em seu próprio desenvolvimento evolutivo (...) acolher as lembranças dos pais acerca de sua própria história os remete ao lugar de filho, propiciando a percepção do outro a partir da percepção de si mesmos. Não se trata, entretanto, de um diagnóstico familiar, mas sim, de uma proposta que considera a criança como parte da família, privilegiando o contexto familiar e social na “fabricação” dos sintomas”. (Trechos retirados da Tese de Doutorado, apresentada na PUC-SP em 2004, “Visita Domiciliar: recurso para a compreensão do cliente no psicodiagnóstico interventivo”, da psicóloga e autora Ligia Caran Costa Corrêa.)